
Poderia ele fazer alguma coisa? Teria ele o dever de ajudar aquelas pessoas apressadas e que faziam a passagem? Talvez. Essas ideias martelavam em sua cabeça. Enquanto bebia, transava e se divertia as frases passavam diante dele como as luzes do letreiro do velho puteiro da rua cinco. “Esse não é o seu caminho, mas se quiser entre”.
Ele entrou, já era tarde, era novembro? As pessoas ali eram ainda mais apressadas. E seguiam ainda mais suas rotinas. Bebiam umas das outras, comiam umas as outras, eram carne, era visceral, era desejo, era tarde. Entrou, sentou no bar, bebeu, e quando ia a{s}cender mais um cigarro foi sugado para o meio da pista de dança. Eles o queriam.
Ali as luzes eram intensas, ele dançava e girava em meio a sons, seios, bebidas e luzes, a como as luzes eram intensas. De repente um clarão, um estouro e preto, tudo ficou preto. Sentado na janela de seu quarto ele se viu apressado, seguindo sua rotina. Ele fez a passagem.
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"A Paz, A ciência, A Essência"